terça-feira, 31 de maio de 2011

A mídia manipula a sociedade!



Hoje em dia, vivemos em um mundo do consumo, onde tudo gira em torno do capital.
O papel da mídia neste processo capitalista é induzir o consumidor a comprar cada vez mais, mesmo que ele não precise de determinado produto ou serviço, a mídia oferece e apela tanto para todos os lados, que o consumidor acaba comprando.
As emissoras de televisão no Brasil também servem para ‘manipular’ a sociedade, uma emissora determina um produto como necessário e indispensável para o dia-a-dia, e nós, telespectadores e consumidores, compramos na hora. Mas na verdade esta manipulação depende da visão e da cabeça de cada um, muitos dizem que a Globo manipula o BBB, as eleições, as nossas compras, etc. Mas e a Record?! Que além de também manipular a nossa compra impulsiva, sem necessidade, ainda usa o dinheiro dos fiéis da Igreja Universal da Graça de Deus para investir em sua programação, que não é nem de longe religiosa!

Como a mídia manipula a sociedade ?

O linguista estadunidense Noam Chomsky elaborou uma lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais” (citação do texto ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’).

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES
Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

 10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.
Noam Chomsky.


Então com tudo isso, quero deixar um recado, cuidado com as mídias sociais, elas nos envolvem, nos fazem ficar atualizados a todo o momento sobre tudo no mundo todo, nos alegra com novelas, seriados, músicas... Mas também nos manipula muito, nos fazendo comprar tudo o que ela impõe.

Hugs, M~

sábado, 28 de maio de 2011

Alienígenas, realmente existem?




Bom, a primeira questão é: se não sabiamos que havia água na lua, que está debaixo dos nossos narizes por tante tempo, o que nos garente que estão certas as outras pesquisas de planetas distantes?

Talvez alguns de vocês tenham lido uma matéria da revista Superinteressante de 2008 que saiu em julho ou junho, não me lembro...Mas a questão é que os cientistas modernos dizem agora que a probabilidade de existência de vida fora da terra, seja ela inteligente ou não, é de 99,999999...% não sendo confirmada então por não ter havido contato. E também, em vista do tempo geológico a humanidade é muitíssimo nova, apenas um lápso no tempo infinito, entretanto pode ter havido tentativas de contato com a terra nos bilhões de anos que antecederam a possiblidade de captação de sinais...

Outro fator intrigante para mim são os círculos de lavoura, que ainda hoje aparecem em todo o reino unido em outras regiões menos frequêntes. Aqueles dois ingleses tentaram assumir a criação dos círculos, que enganaram muita gente, mas os grandes estudiosos constataram que jamais poderiam ser feitos por humanos e além do mais há presença muito forte de radiação e inibem as ondas eletromagnéticas. Também nunca ninguém viu eles serem criados.

Há também os casos isolados como o Roswell, Varginha, Foo Fighters, os humanóides presentes em grande parte das escrituras de civilizações antigas e também naves desenhadas por elas, o Triângulo das Bermudas, os OSNIs, osSumérios, as linhas de Nazca, e muito mais outros...

Segue abaixo um vídeo com alguns ex-oficiais da alta patente britânica que juram que não estamos sós no universo:



São 400 ex-oficias da mais alta patente britânica e estadunidense (ex-coroneis, ex-diretoes de agência de segurança...etc...) que afirmam que  não estamos só no universo. (e com documentos oficiais em mãos).

Não estou dizendo que acredito, estou apenas levantando uma questão.
Então? estamos sós?

Hugs,M~

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Golpe Militar x Ditadura



Demorou um bom tempo pra eu compreender que tratam-se de coisas completamente distintas e que, embora tenha havido abusos (coisa que acontece hoje em dia), também houve grandes realizações (coisa não tão comum hoje).

Segue um resumo do prof Olavo de Carvalho:

Resumo do que penso sobre 1964

Tudo o que tenho lido sobre o movimento de 1964 divide-se nas seguintes categorias: (a) falsificação esquerdista, camuflada ou não sob aparência acadêmica respeitável; (b) apologia tosca e sem critério, geralmente empreendida por militares que estiveram de algum modo ligados ao movimento e que têm dele uma visão idealizada.

Toda essa bibliografia, somada, não tem valor intelectual nenhum. Serve apenas de matéria-prima, muito rudimentar, para um trabalho de compreensão em profundidade que ainda nem começou.

Para esse trabalho, a exigência preliminar, até hoje negligenciada, é distinguir entre o golpe que derrubou João Goulart e o regime que acabou por prevalecer nos vinte anos seguintes.

Contra o primeiro, nada se pode alegar de sério. João Goulart acobertava a intervenção armada de Cuba no Brasil desde 1961, estimulava a divisão nas Forças Armadas para provocar uma guerra civil, desrespeitava cinicamente a Constituição e elevava os gastos públicos até as nuvens, provocando uma inflação que reduzia o povo à miséria, da qual prometia tirá-lo pelo expediente enganoso de dar aumentos salariais que a própria inflação tornava fictícios. A derrubada do presidente foi um ato legítimo, apoiado pelo Congresso e por toda a opinião pública, expressa na maior manifestação de massas de toda a história nacional (sim, a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade” foi bem maior do que todas as passeatas subseqüentes contra a ditadura). É só ler os jornais da época – os mesmos que hoje falsificam sua própria história – e você tirará isso a limpo.
O clamor geral pela derrubada do presidente chegou ao auge em dois editoriais do Correio da Manhã que serviram de incitação direta ao golpe. Sob os títulos “Basta!” e “Fora!”, ambos foram escritos por Otto Maria Carpeaux, um escritor notável que depois se tornou o principal crítico do novo regime. Por esse detalhe você percebe o quanto era vasta e disseminada a revolta contra o governo.

O golpe não produziu diretamente o regime militar. Este foi nascendo de uma seqüência de transformações – quase “golpes internos” – cujas conseqüências ninguém poderia prever em março de 1964. Na verdade, não houve um “regime militar”. Houve quatro regimes, muito diferentes entre si: (1) o regime saneador e modernizador de Castelo Branco; (2) o período de confusão e opressão que começa com Costa e Silva, prossegue na Junta Militar e culmina no meio do governo Médici: (3) o período Médici propriamente dito; e (4) a dissolução do regime, com Geisel e Figueiredo.

Quem disser que no primeiro desses períodos houve restrição séria à liberdade estará mentindo. Castelo demoliu o esquema político comunista sem sufocar as liberdades públicas. Muito menos houve, nessa época, qualquer violência física, exceto da parte dos comunistas, que praticaram 82 atentados antes que, no período seguinte, viessem a ditadura em sentido pleno, as repressões sangrentas, o abuso generalizado da autoridade. O governo Médici é marcado pela vitória contra a guerrilha, por uma tentativa fracassada de retorno à democracia e por um sucesso econômico estrondoso (o Brasil era a 46ª. economia do mundo, subiu para o 8º. lugar na era Médici, caindo para o 16º. de Sarney a Lula).

Geisel adota uma política econômica socializante da qual pagamos o prejuízo até hoje, tolera a corrupção, inscreve o Brasil no eixo terceiro-mundista anti-americano e ajuda Cuba a invadir Angola, um genocídio que não fez menos de 100 mil vítimas (o maior dos crimes da ditadura e o único autenticamente hediondo -- contra o qual ninguém diz uma palavra, porque foi a favor da esquerda). Figueiredo prossegue na linha de Geisel e nada lhe acrescenta – mas não se pode negar-lhe o mérito de entregar a rapadura quando já não tinha dentes para roê-la.

É uma estupidez acreditar que esses quatro regimes formem unidade entre si, podendo ser julgados em bloco. Na minha opinião pessoal, Castelo foi um homem justo e um grande presidente; Médici foi o melhor administrador que já tivemos, apesar de mau político. Minha opinião sobre Costa, a Junta Militar, Geisel e Figueiredo não pode ser dita em público sem ferir a decência.

Em 1964 eu estava na esquerda. Por vinte anos odiei e combati o regime, mas nunca pensei em negar suas realizações mais óbvias, como hoje se faz sem nenhum respeito pela realidade histórica, nem em ocultar por baixo de suas misérias os crimes incomparavelmente mais graves praticados por comunistas que agora falseiam a memória nacional para posar de anjinhos.
Olavo de Carvalho.


Cresci ouvindo na escola, que a Ditadura foi um período de repressão, recessão, e perseguição dos heróis revolucionários.

Contudo, de um tempo pra trás, quando comecei a estudar e me interessar sinceramente pelo assunto, notei que não era bem assim.

É óbvio que não foi uma maravilha como alguns fanáticos dizem, mas prefiro MUITO MAIS uma ditadura reacionária capenga do que um país socialista (ou pelos menos com guerras civis, coisa que o presidente Castelo Branco evitou).

Abaixo alguns pontos posítivos do Regime Militar:

As realizações do Regime Militar

Elevou o Brasil do 48.º lugar no ranking econômico das nações para o 8.º lugar, com as seguintes realizações:

Itaipu, a maior usina do mundo, além de Tucuruí, Ilha Solteira, Jupiá, São Simão, Emborcação, Volta Grande e outras;
Ponte Rio Niterói;
Aeroporto Tancredo Neves;
Reorganização do Porto de Santos;
Criação de 13 milhões de empregos; quatro milhões de moradias; restabelecimento da autoridade, com repressão do crime organizado, inclusive de terroristas e de subversivos;
Eletrobrás, Nuclebrás, Embratel, Telebrás, usinas nucleares; Banco Central; EMBRAER; estímulo às indústrias aeronáutica, naval e automobilística;
Triplicação da produção de petróleo;
Pró-Álcool;
Rede asfáltica ampliada de 3 para 45.000 km;
Código Tributário e de Mineração;
Zona Franca de Manaus;
Sistema Financeiro e Banco Nacional de Habitação;
Ferrovia da Soja;
Transamazônica;
Frota mercante aumentada de um para quatro milhões de TWD;
Corredores de exportação Vitória, Santos, Paranaguá e Rio Grande;
Exportações de 1,3 para mais de 12 bilhões de dólares;
Matrículas no ensino superior, de cem mil para 1,3 milhão;
Estabelecimentos médicos, de 6 para 28 mil;
Crédito educativo;
Projeto Rondon;
Mobral;
CNPq; FINEP; CAPES; INPS; Dataprev; FUNABEM; INAMPS; Funrural (beneficiando 8 milhões de trabalhadores rurais);
FGTS; PIS; PASEP;
Embrapa;
Distritos industriais em dezenas de cidades;
Atração, implantação e apoio a dezenas de indústrias, como Fiat, Açominas, Cenibra, Helibrás, Valep, Acesira, Alcoa. 



Apenas deixando claro que não sou a favor da Ditadura, muito menos contra a
democracia.

A temática do post consiste em separar o Golpe Militar da Ditadura.
As pessoas acham que é a mesma coisa.
Há quem pense que as guerrilhas foram uma resposta para o Golpe.
Foi pra esclarecer mesmo. 




Hugs, M~

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Think About ( Teistas )"deus"

Não se reconhece nenhum fenômeno senão pelos sinais que manifestam sua existência, concordando aqui com Sartre.

Como se manifesta esse deus? Descreva como se passa essa manifestação. Sintomas, sinais, índices.
Depois: como identificar tais ou quais sinais com uma divindade se eu não tenho um modelo de divindade? Compreende.

Quando vejo o chão das ruas alagados sei que choveu, mas só porque tenho antes um modelo de referência (conheço a manifestação da chuva) para identificar aqueles sinais, os filiando a ele.

Mas se deus se manifesta a cada um de um modo diferente, como saber se se trata da mesma coisa, isto é, do mesmo deus?

Não passa de uma suposição, concordas? Como em nenhuma manifestação a fonte foi encontrada, supomos se tratar então do mesma, porém, não passaria de uma hipótese, se, evidentemente, eliminada todos os modelos de fenômenos já constatados.

Não é apenas questão de ter ou não ter fé, para atravessar a rua precisamos constatar que não vem um carro. Não preparo um café apenas com fé (rsrs).
A fé é uma aposta que sem razão se tornou certeza.
Aposta de que no vazio que se vê houve e há alguma coisa determinada que se não vê.

O próprio Apóstolo Paulo a definiu segundo este conceito (em Coríntios se não me engano).

Alguns podem confiar nisso, desracionalizar e deixar-se conduzir. Porém, outros, como eu, não conseguem.
Ao ver um copo vazio não consigo crer que ali há uma dose de cerveja (rs).
E o que houve ali, se é que houve, pode ter sido qualquer coisa.

E para os que vivem ME dizendo que ele existe, apenas por achar isso...
Se parto de um pressuposto totalmente hipotético o curso de minha investigação especulativa não passará de hipótese, sua validade será apenas formal, não concreta.
As precondições metodológicas são da mesma ordem. Se minha premissa não é autoevidente precisa ser minimamente demonstrada, ainda que de modo estritamente formal.

Se tenho um objeto sem designação na minha premissa dialógica, esse objeto não será comunicado, o interlocutor não tem acesso ao código de sua conceituação, ele suporá qualquer coisa a respeito daquele nome. A designação implica remessa ao referente.

Se vamos falar sobre algo que não vemos precisamos identificar o objeto pelo conceito ou induzi-lo a partir da descrição teórica.

Sem isso vira deliração, um culto fetichista nominal.

O silogismo, que é afinal do que dizes quanto à lógica formal, implica em que a premissa tenha todos os seus elementos previamente reconhecidos pelo interlocutor.

Não adianta eu dizer que todo homem é mortal, que sócrates é mortal, logo sócrates é homem, se eu não souber o que é um mortal. Preciso antes conhecer a mortalidade para identificar sua assertividade com sócrates. Ainda assim isso não me diria muita coisa, que sócrates é Homem havendo outras espécies mortais. Por outro lado, se digo que sócrates é homem posso até concluir que por isso ele necessariamente é mortal, mas ainda não comprovo que ele realmente existe enquanto homem. Eu aceito que sócrates é Homem só porque você está dizendo. Agora conhecendo o que é o homem e quem é sócrates, por suas características ou conceito, posso identificar com seus correspondentes modelos. Dizer que o Homem é mortal e que sócrates é homem não me diz nem o que é o homem nem quem é sócrates.

Ou seja - dizer que Fulana é linda, não prova que Fulana existe, e nem que o linda existe. Apenas diz que: Se existir essa Fulana, ela é linda, e se existir o linda, o linda é como a Fulana poderia ser.
Tratar da existência é mais elementar do que caracterizar um existente. O reconhecimento do existente parte de uma relação direta de reconhecimento de suas manifestações.
Não se comunica nada sem o reconhecimento do elemento comum.
Dizer que deus é onipotente não prova que deus existe, e nem que o onipotente existe.

A definição de um ser - não prova a existência do mesmo.

Deixo claro que não tenho nada contra religiões, ou contra quem acredita, apenas não acho viável a idéia de alguem com uma varinha mágica la em cima fazendo o Homem e o Universo.

Hugs, M~

Religiosos...